Dois países. Seiscentos comerciais. Um Oscar ao lado.
E no fim, uma praia no sul do Espírito Santo.
Esta é a história de quem conheceu a Barra do Itapemirim antes de ela virar o que é hoje — e voltou para continuar construindo.
"Nasci no Rio de Janeiro — tecnicamente.
Mas na barriga da minha mãe
já havia Marataízes."
"As pessoas não compram produtos ou serviços.
Elas compram relações, histórias e magia."
Em 1998, com pouco mais de vinte anos, Raul Grecco entrou em um set de televisão pela primeira vez. Era a TV Globo. Programa Penadinho, Turma da Mônica.
Mas sets de TV levam a sets maiores. E os sets maiores levam a pessoas que mudam a forma de ver o mundo.
Foi o início de uma estrada que atravessaria duas décadas, dois países e centenas de produções.
Do documentário ao longa-metragem. De Fábio Barreto a Andrucha Waddington. De Breno Silveira a René Sampaio.
O curta "Onde Começa e Como Termina" foi selecionado para o Short Film Corner do Festival de Cannes — e para festivais em Brasília, Campinas, Suzano e Teresina.
Cinema não é câmera. É ponto de vista.
"Há lugares onde fui feliz
que não sei dizer por quê.
Mas sei que voltaria."
Mais de seiscentos comerciais nacionais e internacionais. Conspiraçãoo Filmes, O2 Filmes, Film Planet, Hungry Man.
Campanhas para Coca-Cola, Volkswagen, Heineken, McDonald's, AMBEV, Claro, BBC, Burger King, Gatorade, Renner.
Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro. Noites fechadas. Equipes de cem pessoas. O ritmo das grandes ligas.
Curta-metragem exibido no Festival de Cannes — Short Film Corner. Selecionado para o 39º Festival de Brasília. Filmado em 16mm.
Especialização em direção de fotografia com John Toll — vencedor do Oscar por "Coração Valente" e "Lendas da Paixão".
Existe uma diferença entre aprender técnica e aprender olhar. John Toll ensinou o segundo.
Esse olhar foi para Marataízes.
Artistas · Marcas · Diretores · Produtoras
"O herói não é aquele que vence batalhas.
É aquele que volta — e traz algo de volta
para o seu povo."
Não para diminuir o ritmo. Não para encerrar uma carreira. Mas para colocar toda essa experiência a serviço de um território que sempre fez parte da minha história.
Nasci no Rio de Janeiro — tecnicamente. Mas na barriga da minha mãe já havia Marataízes.
Cresci na Barra do Itapemirim quando a Barra do Itapemirim ainda era um sonho que poucos sabiam que existia. Conheci Piúma antes de Piúma virar destino. Conheci Marataízes antes de Marataízes virar cidade.
Minha ligação com esse território não começou quando eu decidi voltar. Ela nunca terminou.
Existe uma diferença entre trabalhar em um lugar e pertencer a ele.
A TV Marataízes não nasceu de uma moda.
Não nasceu de uma oportunidade política.
Ela nasceu de uma ligação que existe antes mesmo do nascimento.
De uma criança que cresceu na Barra do Itapemirim
quando poucos sabiam o que era Marataízes.
Que levou esse território dentro de si por duas décadas
entre Rio de Janeiro, São Paulo e o mundo —
e voltou com tudo que aprendeu
para devolver ao Sul do Espírito Santo.
Ainda há muito por fazer.
A estrada continua.
"Pertenço a um lugar que nunca me pertenceu completamente.
E é justamente por isso que
não consigo sair."